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30/11/2009

O problema da liberdade e do determinismo na acção humana


Será que, quando realizamos uma acção, somos livres? Ou será que o nosso livre arbítrio é uma ilusão e, na verdade somos determinados a escolher e a agir como agimos, devido ao conjunto de circunstâncias, acontecimentos que nos rodeiam e envolvem?
Existem várias teorias filosóficas que tentam responder a esta questão?
Ver ficheiro com sinopse das três teorias estudadas:
http://docs.google.com/fileview?id=0B7yHPIYu4ZPTNTUxZTRlYTItNDVmYi00ZTk0LThkZjYtZTk5OWFkMTUzYTk2&hl=en

20/11/2009

Qual a diferença entre agir e fazer?

Fazer
Agir
- Chamamos fazer a todo e qualquer comportamento do ser humano:
- Actos involuntários e inconscientes;
- Actos involuntários mas conscientes.
- Actos mecânicos ou maquinais que fazemos sem pensar (voluntários mas inconscientes);
- Actos que visam a produção/fabrico de alguma coisa;
- Actos cujo fim é exterior ao sujeito.
- Agir diz respeito a um tipo específico de comportamento humano:
acto voluntário,  consciente, responsável, racional, livre, que reflecte uma intenção e é resultado de uma escolha/decisão do agente.

O que é uma acção?

«Uma acção é uma interferência consciente e voluntária de um ser humano (o agente) no normal decurso das coisas que, sem a sua interferência, seguiriam um caminho distinto.»
J. Mosterin, Racionalidad ya acción humana, Madrid, Alianza Universidad, pp. 144-145

Será que a valentia e a coragem são atribuíveis aos animais?

«Vou contar-te um caso dramático. Já ouviste falar das térmitas, essas formigas-brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedra. Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege os outros insectos, o formigueiro serve-lhes de carapaça colectiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas. Mas, por vezes, um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras). A seguir as térmitas-operário começam a trabalhar para reconstruir a fortaleza afectada, e fazem-no com toda a pressa. Entretanto, já as grandes formigas inimigas se lançam ao assalto. As térmitas-soldado saem em defesa da sua tribo e tentam deter as inimigas. Como nem no tamanho nem no armamento podem competir com elas, penduram-se nas assaltantes tentando travar o mais possível o seu avanço, enquanto ferozes mandíbulas invasoras as vão despedaçando. As operárias trabalham com toda a velocidade e esforçam-se por fechar de novo a termiteira derrubada… Mas fecham-na deixando de fora as pobres e heróicas térmitas-soldado, que sacrificam as suas vidas pela segurança das restantes formigas. Não merecerão estas formigas-soldado pelo menos uma medalha? Não será justo dizer que são valentes?»
Savater, Ética para um jovem, Lisboa, Presença, p. 21.

Estar no mundo sendo humano versus estar no mundo sendo outro animal