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06/02/2010
30/11/2009
O problema da liberdade e do determinismo na acção humana
Será que, quando realizamos uma acção, somos livres? Ou será que o nosso livre arbítrio é uma ilusão e, na verdade somos determinados a escolher e a agir como agimos, devido ao conjunto de circunstâncias, acontecimentos que nos rodeiam e envolvem?
Existem várias teorias filosóficas que tentam responder a esta questão?
Ver ficheiro com sinopse das três teorias estudadas:
http://docs.google.com/fileview?id=0B7yHPIYu4ZPTNTUxZTRlYTItNDVmYi00ZTk0LThkZjYtZTk5OWFkMTUzYTk2&hl=en
Existem várias teorias filosóficas que tentam responder a esta questão?
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20/11/2009
Qual a diferença entre agir e fazer?
| Fazer | Agir |
| - Chamamos fazer a todo e qualquer comportamento do ser humano: - Actos involuntários e inconscientes; - Actos involuntários mas conscientes. - Actos mecânicos ou maquinais que fazemos sem pensar (voluntários mas inconscientes); - Actos que visam a produção/fabrico de alguma coisa; - Actos cujo fim é exterior ao sujeito. | - Agir diz respeito a um tipo específico de comportamento humano: acto voluntário, consciente, responsável, racional, livre, que reflecte uma intenção e é resultado de uma escolha/decisão do agente. |
O que é uma acção?
| «Uma acção é uma interferência consciente e voluntária de um ser humano (o agente) no normal decurso das coisas que, sem a sua interferência, seguiriam um caminho distinto.» J. Mosterin, Racionalidad ya acción humana, Madrid, Alianza Universidad, pp. 144-145 |
Será que a valentia e a coragem são atribuíveis aos animais?
| «Vou contar-te um caso dramático. Já ouviste falar das térmitas, essas formigas-brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedra. Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege os outros insectos, o formigueiro serve-lhes de carapaça colectiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas. Mas, por vezes, um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras). A seguir as térmitas-operário começam a trabalhar para reconstruir a fortaleza afectada, e fazem-no com toda a pressa. Entretanto, já as grandes formigas inimigas se lançam ao assalto. As térmitas-soldado saem em defesa da sua tribo e tentam deter as inimigas. Como nem no tamanho nem no armamento podem competir com elas, penduram-se nas assaltantes tentando travar o mais possível o seu avanço, enquanto ferozes mandíbulas invasoras as vão despedaçando. As operárias trabalham com toda a velocidade e esforçam-se por fechar de novo a termiteira derrubada… Mas fecham-na deixando de fora as pobres e heróicas térmitas-soldado, que sacrificam as suas vidas pela segurança das restantes formigas. Não merecerão estas formigas-soldado pelo menos uma medalha? Não será justo dizer que são valentes?» Savater, Ética para um jovem, Lisboa, Presença, p. 21. |
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